Uma senha sera enviada para seu e-mail

Troféu Domingão, isso mesmo, mas porque comentar sobre isso? 2017 foi o ano em que a visibilidade da comunidade LGBTQ aumentou. Não apenas no prisma dos gays e lésbicas, mas a aceitação e espaço para Travestis, Transexuais e Assexuais. A música, assim como todas as artes, vem revelado artistas de todos os tipos. Uma destas artistas é uma Drag Queen, nascida no Maranhão, cujo trabalho viralizou por todo país e até lá fora. Pabblo Vittar, a cantora que transgrediu sendo feminina, usando um nome masculino e revolucionando o meio. Nunca uma Drag tinha alcançado tanto sucesso em vendas, números e visualizações quanto ela este ano. Seus hits K.O. e Vai Passar Mal estão em todas as listas de música do ano. Sua parceria internacional, produzida pelo Dj Diplo e ao lado de Anitta, foi o momento de maior realização em seu 2017.

Mas outro momento foi importante para Pabllo: Ganhar o Troféu Domingão do Domingão do Faustão. Para muitos isso não significa muito, mas a vitória tem mais significado do que parece. O apresentador Fausto Silva monta todos os anos uma premiação em seu programa. Em diversas categorias, que elegem os melhores nas novelas, séries e música, os funcionários da emissora selecionam os candidatos. Por mais que o elenco de trabalhadores da rede Globo seja bem diversa, a emissora ainda é considerada muito conservadora. Porém, em uma categoria específica, foi notado que todos os elegidos eram de algum grupo de minoria. A categoria Música do Ano contava com Anitta – Paradinha (origem periférica e negra), Ana Vilela – Trem-Bala (lésbica) e Pabllo Vittar com K.O. Ou seja, uma categoria importante para a música, com três personalidades que a TV conservadora finge não existir.

Momento de vitória de Pabllo. Ao lado Anitta e Ana Vilela

Além de concorrer, Pabllo Vittar ganhou a categoria, sendo tomada por uma emoção forte. Inclusive com muita polêmica, pois Faustão a chamava de “garoto” e errava seu nome. Sua vitória no Troféu Domingão não é banal, pois representa uma mudança. Sua vitória foi graças a voto popular, mostrando que cada vez mais a população vem aceitado e apoiado artistas diversos. Que desejamos que cada vez mais os rostos em nossas tv e as vozes nas rádios sejam de todos os lugares e características.

Mesmo que muito ódio caia sobre a artista, devido a sua voz, carreira, etc, não podemos negar. Pabllo ajudou a mudar o cenário nacional do entretenimento. Ajudou a colocar o Brasil nos rankings mundiais da música, e mostrou que artistas LGBTQ podem ter seu espaço.

Ela não foi a única. Linn da Quebrada, Gloria Groove, As Bahias, Mulher Pepita, Lia Clark, IZA, Mahmundi, Liniker, Anitta, Ludmilla, Elza Soares. A lista é enorme. Artistas que marcaram este ano, não apenas com números, mas pela sua significância no todo. 2017 foi o ano da mudança.