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#RealityHigh (Ou Reality High) estreou essa semana na Netflix, e o QAG decidiu reservar um tempinho do domingo para conferir essa nova produção original do site e desenvolver nossa crítica do filme, que teve como diretor o mexicano Fernando Lebrija e em seu elenco principal as atrizes Nesta CooperAlicia Sanz, bem como, o ator Keith Powers.

Em um breve resumo, #RealityHigh conta a história de Dani Barnes, uma adolescente nerd,  apaixonada por animais e que sofre bullying na escola desde pequena – até que se envolve com o ex-namorado de uma web celebridade e tem uma mudança em sua vida.

Reality High

Dani Barnes, personagem principal de #RealityHigh

Para mim, trata-se na verdade de mais uma daquelas produções água com sal que seguem um roteiro batido e já visto pelo menos uma centena de vezes (a famosa sensação de déjà-vu), de início você já sabe qual vai ser o direcionamento da história e como irá terminar – bem previsível, porém esperado por ser um filme voltado para o público adolescente.

Um ponto positivo para o filme foi o que eu já havia comentado anteriormente (aqui): sobre a tendência das produções netflix de trazerem temas atuais à tona. Vemos claramente que há uma crítica direta de que com a chegada dos smartphones também surgia ali uma nova ferramenta disseminadora do bullying – a facilidade de se criar um vídeo ou fazer uma live permitiu que o comportamento das pessoas fosse afetado e que elas fossem criticadas publicamente.

Tanto que na história, a irmã da Dani Barnes já nasceu neste mundo conectado e, para ela, compartilhar informações publicamente é visto como uma tarefa natural, a exposição hoje em dia não é mais vista como um ataque à privacidade das pessoas e isso é preocupante.

Poder-se-ia dizer que Reality High é uma releitura moderna do que é o ensino médio hoje e de como as pessoas estão agindo para atingir umas as outras. Embora, a realidade do ensino médio no Brasil seja um pouco diferente, ainda sim é possível fazer correlações com o que ocorre aqui.

No geral, é um filme que me agradou mas que não estará na minha lista de filmes que pretendo rever algum dia, justamente por ter faltado o elemento surpresa que alavancasse a história e não a tornasse previsível. É uma boa alternativa para a sessão da tarde de domingo, sendo  engraçado e fácil de se envolver com as personagens, o que não o torna cansativo.

Para quem pretende encarar e assistir o filme que já está disponível na Netflix, deixo abaixo o trailer com a prévia do filme. Depois de assistir, não esquece de deixar um comentário para nós dizendo o que achou.